As palavras já se gastaram.
Tentamos enriquecê-las com sentimento, mas também ele se esgotou em todas as formas.
Escrevo na escuridão da alma, onde uma impenetrável forma de ser me move a outros percursos.
Quem me dera fechar este livro de tristes histórias, envoltas em duras memórias, que me cansei de recordar.
Há um surto de consciência a que [...]
Archive for the ‘Passado’ Category
Palavras gastas
Posted in Passado on December 26, 2005 | Leave a Comment »
Começar de novo
Posted in Passado on December 24, 2005 | Leave a Comment »
Começar de novo.
E ouve-se sussurrar…
Que se apaguem passados e mágoas para o despertar de um sonho.
Rasgam-se as páginas da insegurança e abrem-se espaços para novas recordações.
O olhar em frente denuncia….
Os pedacinhos de papel que atirei pela janela.
O vento soprou-os como quem afasta o medo da alma.
E lento se fez este despertar.
Mas a esperança nunca cessa…
E [...]
Amparo
Posted in Passado on December 13, 2005 | Leave a Comment »
Já houve poetas nas minhas histórias.
Disse em voz baixa.
Já houve sorrisos.
Menti a mim mesma.
Já houve um amor na minha vida.
Silêncio.
Porque há silêncios e verdades que nos tocam.
Porque há alturas em que mentimos a nós mesmos para que a dor passe.
Porque sonhar é um mundo.
( …mas o silêncio diz tudo
e a dor não passa…)
Cortei as minhas [...]
Diálogo com o coração
Posted in Passado on December 12, 2005 | Leave a Comment »
O mundo estranha-se em meu redor.
A todos os fragmentos que exaltam de mim, nas alturas mais inesperadas.
Certamente as portas já se abriram noutras direcções.
Tudo se alterou, e parece não haver sentido para aquilo a que eu chamo realidade.
Já houve mais de mim em ti.
E no meio destes devaneios incessantes, surgem sorrisos sinceros, embora [...]
Cálice de alma
Posted in Passado on November 26, 2005 | Leave a Comment »
Às vezes olho para ti e penso:
Há um cálice de alma à espera para ser bebido.
Já não sei o que sentir quando as portas se fecham. Quando me encontro sozinha entre quatro paredes brancas e frias. Quando não há sons que me despertem para o mundo.
Numa espécie de concordância muda, aprendi a ocultar as fagulhas [...]
Varrendo tempestades
Posted in Passado on November 22, 2005 | Leave a Comment »
Mundo misterioso, contigo vão todos os sentimentos.
Em tão pouco tempo, vi-me morrer por dentro. E tudo o que consigo fazer é desatar estas palavras loucas, cheias de esperanças soltas e deixá-las impressas num qualquer canto inoportuno.
Apetece-me um espaço controlado, onde sei que estou segura de sentimentos atrozes, de mágoas e lágrimas inesperadas.
E saber que podia [...]
Quando?
Posted in Passado on November 22, 2005 | Leave a Comment »
Neste peso de cauda que me prende, solto as asas para sonhar.
Eterna a falta que me fazes. Constante este interno palpitar.
Se eu fosse deusa para te prender nos braços, deixaria de condenar este sentimento alado, que se opôs contrariado, a qualquer juízo consciente.
Quando foi que as nossas almas se tocaram e eu não vi?
Quando foi [...]




