Por entre espada e parede
Cerco-me de sentimentos cruéis
De desespero…
Ri-me na cara do destino
Quando me dei conta
Das linhas ainda por preencher.
O passado é já distante,
O futuro ainda incerto
Batalho agora o presente
Como caminhante no deserto.
Pé descalço já roído
Das agruras que o tempo desfaz
Mão aberta ressequida
Dos apertos que não me dás
Olhos abertos molhados
Do amor que a vida não traz.
E se a vida é um trampolim
Quem somos nós pobres poetas?
Somos peças de xadrez
Num jogo de marionetas…
Jogo de marionetas
January 12, 2006 by Framboise Dartigen




