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Archive for November, 2005

Cálice de alma

Às vezes olho para ti e penso:
Há um cálice de alma à espera para ser bebido.
Já não sei o que sentir quando as portas se fecham. Quando me encontro sozinha entre quatro paredes brancas e frias. Quando não há sons que me despertem para o mundo.
Numa espécie de concordância muda, aprendi a ocultar as fagulhas [...]

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Varrendo tempestades

Mundo misterioso, contigo vão todos os sentimentos.
Em tão pouco tempo, vi-me morrer por dentro. E tudo o que consigo fazer é desatar estas palavras loucas, cheias de esperanças soltas e deixá-las impressas num qualquer canto inoportuno.
Apetece-me um espaço controlado, onde sei que estou segura de sentimentos atrozes, de mágoas e lágrimas inesperadas.
E saber que podia [...]

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Quando?

Neste peso de cauda que me prende, solto as asas para sonhar.
Eterna a falta que me fazes. Constante este interno palpitar.
Se eu fosse deusa para te prender nos braços, deixaria de condenar este sentimento alado, que se opôs contrariado, a qualquer juízo consciente.
Quando foi que as nossas almas se tocaram e eu não vi?
Quando foi [...]

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