Talvez eu não saiba de que malha sou feita.
Talvez o tempo se desfigure nas minhas mãos, como peça que o destino desfez.
As horas já foram gastas em circunstâncias diminutas.
Os sons já se apartaram de mim.
Pelos meus olhos o mundo segue sozinho.
O meu corpo ficou áspero nas cinzas do espaço. A minha alma desfigurou-se e perdeu o sentido.
Haverá mãos que se unam à minha, num gesto desmedido? Haverá suspiros que completem o meu, já por tantas vezes diminuto?
Não me foi dada qualquer escolha:
Hoje é o dia em que vivo a realidade desconcertante da minha existência.




