Nestas palavras de esperança louca, sei que me rendo ao teu abraço.
Os sons que te lembram em cada canto, com as paredes chorando comigo tua ausência.
Procuro-te nos lugares comuns, nos baús das recordações, talvez consumidas pelo tempo.
Há imagens que me cantam ao ouvido e que eu choro como quem expulsa de si a dor que lhe provocam.
Chamei-te poeta, porque trazias nos olhos o segredo de uma paz imensa.
Há qualquer coisa que dói cá dentro. Talvez a tua ausência ecoando nas minhas entranhas. Talvez o teu perfume que ainda mora nos meus cabelos.
Mas atirei meus sonhos ao mar. Fiquei a vê-los flutuar com as ondas até se perderem no horizonte.
Pelos meus olhos, o mundo chora. As palavras repetem-se. A dor continua.
E ninguém parece notar que estas palavras são tão reais quanto eu. E que as batidas fracas do coração já não chegam para me fazer viver este amor que tenho por ti.




