Estas vozes, do mundo, que se embrulharam em mim e me levaram.
Vem aí uma avalanche de sentimentos.
Posso senti-la descer as colinas da minha existência e levar consigo toda a vida que me resta.
O tempo passa, sempre na mesma batida em surdina.
Um minuto depois da hora marcada.
Já não existo. E o meu sangue já não faz sentido. O coração deixou de bombear com a força do passado. Com a esperança que um dia algo fosse mudar.
Mas mudei eu, vezes sem conta, rescrevendo todas as gotas de mar dentro de mim.
Água salgada.
O teu sabor vem-me à boca ao pôr do sol, quando o mundo se deita em lençóis de azul.
Amor.
Tu que te dissipas sem dizer adeus. O toque perde-se. Eu desapareço.
A morte, do espírito.
Resta o corpo pálido, o olhar vago, o caminhar errante.




